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Praga é uma das cidades mais bonitas e interessantes onde estivemos durante esta viagem. Por isso mesmo, é também uma das mais cansativas. Por dia, andamos em média 15 km a pé, entre ruas e ruelas de uma cidade repleta de vida. É verdade que já devia ter escrito este artigo à mais tempo, no entanto têm sido dias tão cansativos que, quando chegava a hora de escrever, já nem conseguia pensar.

Chegamos a Praga na quinta-feira, dia 13, já perto da perto da meia-noite. Não houve muito a fazer a não ser ir ao apartamento, onde a nossa anfitriã nos esperava. Sempre bastante simpática, mostrou-nos os cantos à casa, deu-nos a chave, e foi à sua vida.

Começamos o nosso dia com uma caminhada até à Old Town Square, a Praça da parte velha da cidade. Este local é a zona central de Praga, e há sempre muita animação, desde música ao vivo, a passeios de carros antigos luxuosos pela cidade.

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Foi aí que aproveitamos e vimos o famoso relógio astronómico medieval. Como não podia deixar de ser, subimos à torre para aproveitar a vista panorâmica da Praça da Cidade Velha e dos arredores de Praga. Uma vista linda!

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Seguimos com o nosso passeio até à Ponte Carlos, a ponte mais antiga da cidade com aproximadamente 500 metros. Esta ponte liga a Cidade Velha com a Cidade Baixa, e possui duas torres na suas extremidades. Ao longo da ponte, só para peões, é possível de desfrutar de música ao vivo de artistas de rua, excelentes pinturas e fotografias à venda, bem como artesanato. Até senhores com cobras é possível encontrar. E eu não pude de deixar de tirar uma fotografia com elas!

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O passeio continuou e subimos até ao Castelo de Praga. E que subida! Mas assim que chegamos vimos que valeu a pena. Para além de todos os monumentos ali existentes, a vista sobre a cidade é deslumbrante!

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Para além do passeio por dentro do Castelo, aproveitamos para subir à torre da catedral. A ideia parecia interessante, mas quando a pusemos em prática… 268 degraus bem íngremes até ao topo. Nunca me senti tão cansado a subir o que quer que fosse. Mas mais uma vez, depois de chegarmos ao topo, a vista compensou. É de deixar de boca aberta! Uma vista ainda mais ampla do que as anteriores. É possível ver-se praticamente toda a cidade!

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Descansámos um pouco, enquanto bebíamos uma boa cerveja à apreciar aquela vista. Ao nosso lado ouvimos um casal americano dizer “esta vista é linda, sem dúvida a melhor tarde que passamos até agora”. Era difícil não concordar.

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Chegados novamente à Cidade Velha, fomos procurar o Museu do Chocolate. Ao fim de alguns minutos perdidos, lá o encontramos. Acabamos por não entrar mesmo no museu em si, mas experimentamos uns chocolates. Eram bons, mas não chegavam aos calcanhares dos Belgas.

Estávamos a passear e demos de caras com um museu estranho. Era o museu das Máquinas de Sexo. Falava sobre as máquinas que eram utilizadas desde a época medieval até aos dias de hoje. Foi um museu que ainda deu para rir com a originalidade e imaginação que havia à séculos atrás.

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O dia estava a terminar e por isso aproveitamos para jantar, indo de seguida descansar para estarmos prontos para mais um dia em grande.

Eram perto das nove da manhã do dia seguinte e já estávamos de pé, prontos para mais aventuras. O dia ia ser longo, só as 23h50 é que tínhamos o comboio, com destino a Vienna. O plano era começar por ver a Dancing House, e ir passeando por Praga.

Chegamos ao prédio de que tantos falam, a Dancing House, e é tal e qual como nas fotos. Aliás, parece mais interessante nas fotos do que ao vivo. É um edifício com um design original, sem dúvida, mas também não é nada de deixar boquiaberto.

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Seguimos, junto ao rio Moldava, em direcção à Ponte Carlos. Pelo caminho, aproveitamos para dar um salto junto ao Muro John Lennon. Este muro foi muito popular nos anos 80, onde os protestantes checos que se opunham ao governo escreviam citações das músicas de John Lennon. Em 1998, o governo decidiu caiar o muro, no entanto as pessoas continuaram a pintar e escrever, voltando a ter o aspecto – e o significado – que tinha no passado.

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Novamente na Ponte Carlos, fomos fazer um passeio de barco pelo Rio Moldava, que passava por cinco pontes.

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Almoçamos enquanto passeávamos por Praga. Tínhamos que fazer tempo, ainda faltavam muitas horas para o comboio. Encontramos um comboiozinho turístico que dava uma volta de uma hora pela cidade. Aproveitamos e lá fomos nós, ver muitos dos sítios onde já tínhamos passado a pé.

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Enquanto passeávamos a pé pela cidade, tivemos que comprar água. Entramos num pequeno mini-mercado de um chinês. O senhor não falava inglês, e nós não sabíamos checo. Queríamos comprar uma garrafa de 2 litros de água, mas havia 3, da mesma marca, com cores diferentes. Arriscamos numa, perguntamos ao senhor se tinha gás. Ele rapidamente responde “No Gás, No Gás”. Óptimo, demos as 50 K pela garrafa e saímos para beber. Quando abrimos vimos que tinha, na verdade, gás… Voltamos a loja, e dissemos que aquela tinha gás. Com as 3 garrafas lado a lado, o senhor apontou para uma e disse, “Gas”, para a outra e disse “No Gas”, e finalmente apontou para a nossa e não disse nada – apenas fez o som de gás juntamente com movimentos com a mão… “Ah, se devem ser bolhinhas”, comentamos entre nós ironicamente. O senhor lá nos deixou trocar a garrafa, mas com a confusão toda, trouxemos uma de 1,5 litros por engano. Mesmo assim, não conseguimos deixar de rir com a situação caricata que tinha acontecido.

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Como faltava ainda bastante tempo para o comboio, fomos espreitar como eram os jantares no barco. O preço era acessível, e o passeio demorava 3 horas. Como começava às 19h, dava tempo para ir. Arriscamos e fomos.

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Foi um passeio bastante agradável, deu para conhecer a cidade de noite, vista do rio. Teve um começo um bocado atribulado, onde a Patrícia lembrou-se de pedir uma Fanta para beber. O resultado foi uma festa com cinco abelhas a deliciarem-se com esta. A Patrícia teve que se exilar afastada da mesa, enquanto eu tentava arranjar maneira de tapar a Fanta de maneira a que as abelhas se afastassem. A verdade é que não se afastaram até a comida começar a ser servida.

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Finalmente, saímos do barco eram 22h30 com tempo para ir a pé a até à estação. As malas estavam lá, a nossa espera, no cacifo. Este pequeno passeio deu para conhecer um pouco da cidade à noite. É uma cidade cheia de vida noturna, bastante segura, e cheia de pessoal alcoolizado, também.

Chegamos a Viena no dia seguinte, às seis da manhã, mas sobre isso, amanhã falamos!