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Chegamos a Split depois de uma longa viagem de comboio – 15 horas no total. Felizmente, como fomos avisados por um amigo, deu para fazer uma reserva com antecedência e tivemos sitio para dormir no comboio, no entanto este ia completamente sobrelotado, com gente sentada no chão em muitas das carruagens. Finalmente poder sentir o ar do mar foi o melhor de chegar a Split. Decidimos rapidamente que assim que fosse possível tínhamos que ir dar um mergulho!

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Chegamos ao apartamento e fomos recebidos por uma senhora muito simpática. Ela não falava Inglês mas a comunicação foi bastante fácil. “Sit, sit”, dizia ela a apontar para a cadeira, quando chegamos. Desconfiados, lá nos sentamos. A senhora foi ao armário e tirou 3 copos. Pô-los na mesa, e seguiu para o frigorífico, de onde tirou uma garrafa com um liquido vermelho. Pensei que fosse groselha, ou algo do género, portanto esperei até a senhora provar para não fazer figura de idiota. Era um licor de ginga, ou algo com um sabor muito parecido. A senhora afirma que trouxe aquilo de propósito para provarmos, com linguagem gestual e algumas palavras soltas.

Já a senhora tinha saído, fomos finalmente tomar um banho rápido, vestir os fatos de banho e ir até à praia. Tínhamos duas praias em mira, que ficavam na mesma direção – Zvoncac e Kasjuni. Esta última, a mais longe, ficava a cerca de 5 quilómetros do centro, enquanto Zvoncac ficava a pouco mais de quilómetro e meio. Pegamos nas trouxas, e lá fomos fazer um passeio a pé, em direção às praias.

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A primeira praia não era bem praia, era uma espécie de plataforma que dava acesso à água, que já ali era cristalina e super transparente. O calor apertava, e foi ali que tomamos o nosso primeiro banho. A água estava bem quentinha – 27 graus – e aquele banho soube pela vida.

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Depois de secos, seguimos em direcção a Kasjuni, que já tínhamos ouvido falar muito bem. A meio caminho, encontramos outra praia, muito agradável, onde já havia “areia” (leia-se pedrinhas). Foi ai que almoçamos uma comida rápida para depois seguir para Kasjuni.

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Assim que chegamos ficamos deslumbrados. Uma costa larga, junto às arvores, com água cristalina e azul, bastante convidativa. É mais uma praia de pedrinhas, e não há muito espaço entre o Mar e o final das pedras, mas a praia ainda se estende por um bom bocado, portanto não foi difícil arranjar um espacinho.

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Voltamos para junto da nossa casa, onde jantamos e aproveitamos para dar um passeio noturno. O apartamento ficava localizado dentro do Palácio Diocleciano, o que nos colocava mesmo no centro de tudo. Split à noite tem uma magia extraordinária, sem dúvida.

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No dia seguinte, fomos visitar as caves do Palácio. Este palácio é uma famosa construção romana, que para além de reunir quase todos os pontos de interesse turisticos da cidade, é também considerado dos monumentos mais bem preservados em todo o mundo. Considerado património mundial pela UNESCO, as caves do Palácio Diocleciano serviram de cenário à famosa série Game of Thrones, mais concretamente à sala onde Denéris, a Mãe dos Dragões, governa Meereen. A primeira foto é a sala utilizada na série.

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Como não podia deixar de ser, logo a seguir aproveitamos para subir à torre do palácio, e apreciar Split visto de cima.

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Já tínhamos visto quase tudo o que tínhamos planeado, por isso queríamos mais praia. Para fugir um pouco ao dia de ontem, fomos espreitar que passeios de barco haviam. Encontramos um muito interessante até uma ilha a uns quilómetros de Split. E lá fomos nós, a alta velocidade, até uma praia completamente paradisíaca, mas de pedrinhas, mais uma vez.

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Depois de umas horinhas de praia, fomos almoçar. O rapaz que conduzia o barco recomendou-nos um restaurante bom e barato no outro lado da ilha. Quase uma hora de viagem de barco depois, lá chegamos, cheios de fome. Como tínhamos dado a volta à ilha, a viagem de volta para Split foi bastante rápida.

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Depois do passeio não fizemos muito mais. Já era quase hora de jantar, portanto fomos para casa comer e descansar, para nos deitarmos cedo visto que tínhamos o check-out para fazer bem cedinho.

Acordamos e fomos deixar as malas à estação. O comboio só era às 6h da tarde, portanto dava bastante tempo para aproveitar a cidade. Demos voltas e mais voltas pelas ruas e ruelas do centro histórico e do Palácio Diocleciano.

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Pelo caminho encontramos uma exposição interactiva muito interessante sobre o Império Romano. Era feito um pequeno teatro de comédia sobre a ascensão de um Imperador e depois podíamos tanto experimentar armaduras e armas, como brincar ao tiro com arco.

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Já eram horas de apanhar o comboio, portanto lá fomos para a estação. A viagem de Split até Veneza foi a mais longa viagem do Interrail. 18 horas e cinco comboios diferentes no total. A primeira etapa, de Split até Zagreb – uma viagem de 8 horas, foi no mesmo comboio que nos trouxe até Split, portanto estávamos um bocado receosos da qualidade da viagem.

Eram 6h50, a hora a que o comboio deveria chegar. A linha estava cheia, no entanto não se via nada. Quase 30 minutos depois, aproxima-se um comboio, e toda a gente se levanta, mas quando reparam que não ia parar naquela linha, foi a desilusão total – “Era só Jajão”, cantávamos nós. Finalmente, uma hora depois da hora prevista, chegou o comboio. A nossa sorte é que para a próxima ligação, em Zagreb, teríamos que esperar uma hora e meia. Com o atraso, esperamos só meia hora.

Já estamos em Veneza – chegamos ontem – depois de uma longa e cansativa viagem. No meu próximo artigo irei descrever o nosso tempo nesta cidade bastante diferente, mas linda.